MELATONINA, SUPLEMENTO PERFEITO PARA O FISICULTURISMO? - USA

MELATONINA, SUPLEMENTO PERFEITO PARA O FISICULTURISMO?

  • Por: MD Latino
  • marzo 28, 2013
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MELATONINA, SUPLEMENTO PERFEITO PARA O FISICULTURISMO?

 

POR Victor R. Prisk, M.D

O objetivo do fisiculturismo é muito claro: ganhar massa e perder gordura. Isso pode ser alcançado com a eliminação de gordura, aumento dos hormônios anabólicos para a hipertrofia muscular e evitando a deterioração muscular durante o estresse ocasionado pelas dietas. Surpreendentemente, há estudos que apóiam a capacidade da melatonina para conseguir tudo isso.

A melatonina, o N-acetil-5-metoxitriptamina é um hormônio relacionado com os ritmos circadianos e o sono. Em estudos onde se colocou melanina na água que seria bebida por ratos, houve uma redução no peso corporal e na gordura abdominal. Talvez, o mais intrigante nesse estudo é que o efeito da perda de peso com melanina foi independente de qualquer restrição calórica ou exercício.

De fato, a melatonina pode promover o recrutamento de tecido adiposo marrom e elevar o metabolismo por meio da termogênese. Já foi identificado tecido adiposo marrom em humanos. Porém, ainda deve-se verificar os resultados desses estudos em provas com humanos obesos.

A melatonina provou ter um efeito profundo no eixo IGF-1, já que está intimamente ligada com o anabolismo muscular. Um estudo realizado por Oner e outros demonstrou resultados  fascinantes ao comparar a suplementação de melanina com a suplementação de testosterona em ratos castrados. Castrar ratos induz a atrofia muscular ao perder o efeito anabólico da testosterona produzida pelos testículos. Em seu estudo, os cientistas descobriram que os suplementos de melatonina ou testosterona aumentaram o peso no músculo sóleo (panturrilha enquanto que a castração os diminuía.

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Esses pesquisadores notaram que havia uma forte presença de IGF-1 dentro dos músculos tratados se comparados com o grupo castrado que não recebeu tratamento. Esse estudo concluiu que a melatonina é tão efetiva como a testosterona na prevenção da atro_ a induzida pela castração por meio de ação do eixo IGF-1. Além disso, um estudo realizado em 2007 por Willoughby e seus colegas da Universidade Baylor, mostrou que uma dose de 5 miligramas de melatonina podia afetar o eixo HC (hormônio de crescimento) / IGF-1.

A melatonina é também um versátil antioxidante. É um hormônio que pode cruzar com facilidade as membranas das células incluindo a barreira hematoencefálica, a qual é muito seletiva. A melatonina é um forte depurador de espécie reativa de oxigênio. Diferentemente de outros antioxidantes, a melatonina não se recicla depois de realizar a depuração (ciclo de redução).

ciclo de redução funciona como uma armadilha já que permite que outros antioxidantes atuem como pró-oxidantes promovendo a ação dos radicais livres. Uma vez que a melatonina é oxidada não pode ser reduzida a seu estado anterior. Também é conhecida como o antioxidante suicida.

Como se não fosse suficiente, a melatonina também tem um papel como antiinflamatório. Em um recente estudo conduzido em 2011, Singh e outros tratavam a inflamação no esôfago como consequência de refluxo ácido, e a melatonina conseguiu reduzir a lesão no tecido. Os estudiosos acharam uma correlação direta com a inibição de COX-2 pela suplementação de melatonina (a altas doses).

O que sabemos sobre a melatonina é que pode nos proteger contra a atrofia muscular, aumentar a produção de hormônios anabólicos, proteger o tecido de inflamações e estimular a perda de peso… O cenário ideal para fisiculturistas? Muitos desses dados precisam de maior sustentação com estudos controlados em humanos, mas não podemos negar que é um assunto muito interessante para a ciencia em nosso esporte.

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Referências:

Oner et al. Anat Rec (Hoboken) 2008; Apr 291 (4): 448-55.

Nassar E et al. J Int Soc Sports Nutr 2007; oct 23 (4):14.

Tan, Dux-Xian et al. Journal of Pineal Research 2007; 42 (1):28-42.

Wolden-Hanson T et al. Endocrinology 2000; 141 (2); 487-97. Tan D-X et al. Obesity Review

2011; 12(3): 167-88. Palit G et al. J Pharm Pharmacol 2011; Dec; 63(12):1572-80.

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