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    POR José Antonio, PH.D, CSCS, FACSM, FNSCA, FISSN

    De que estão feitos os machos alfa?

    Não tem melhor hormônio para os verdadeiros machos alfa do que o grande T, a testosterona. De fato, baixos níveis de testosterona fariam os machos alfa virarem um bando de homens deprimidos, castrados e chorões. Isso não seria bom!. Então trazemos novas e interessantes pesquisas que falam sobre o fantástico hormônio conhecido como o grande T.

    Chiclete, cafeína e Testosterona

    Sim, o título parece piada. Mas nada disso. Foi feitaumapesquisa dos efeitos do chiclete com cafeína na fadiga e resposta do hormônio durante o desempenhoem corrida repetida, usando ciclistas competitivos. Nove ciclistas completaram quatro sessões experimentais de alta intensidade, que consistiam em quatro séries de 30 segundos de corridas (cinco corridas cada série). A cafeína (240 mgs) ou o placebo foi administrado via chiclete nasegundasérie de cada sessão experimental. Logicamente, o chiclete de cafeína reduziu a fadiga. A testosterona na saliva se incrementou prévia e rapidamente do resto (-53 por cento) e a tratamentos em todas as provas. Seguindo o tratamento de cafeína, a testosterona aumentou em mais de 12%, com relação ao placebo. O tratamento de cafeína baixou os níveis de cortisol em 21%, em relação ao placebo.

    Moral da história: consuma no mínimo 2 ½ xícaras de café com muita cafeína antes de ir treinar na academia. Você terá como resultado maiores níveis de Testosterona e menos de cortisol.

    Telefones celulares e Testosterona?

    Ainda é um estudo de laboratório, mesmo assim é bem intrigante. Ratos foram expostos às radiações de telefones celulares entre 30 e 60 minutos diariamente durante 3 meses. Os pesquisadores acharam que a exposição à radiação de celulares por 60 minutos durante 3 meses fez com que os níveis de testosterona no sangue dos ratos diminuíram consideravelmente. Meu Deus! Acho melhor a gente mandar mensagens de texto do que falar ao telefone.

    Testosterona e agachamentos em velocidade

    Eis um regime de treinamento que você tem que experimentar. Faça 10 x 5 de velocidade a 70 por cento do SYSTEM MASS (1 RM +/- BW) com dois minutos de intervalos de descanso entre cada série – neste caso, protocolos de exercícios de alta resistência como aqueles usados na pesquisa, produziram um aumento agudo de Testosterona. Então, se a sua meta é a hipertrofia muscular, tente este treinamento.3

    Referências

    1. Paton CD, Lowe T, Irvine A.  Chiclete com cafeína aumenta o desempenho em corrida repetida e aumenta os níveis de testosterona em ciclistas competitivos. (Eur J ApplPhysiol, 2010. Publicação online.

    2. Meo SA, Al-Drees AM, Husain S, Khan MM, Imran MB. Efeitos da radiação dos telefones celulares na Testosterona no sangue em ratos albinos. SaudiMed J, 30 (8): 869-73, 2010.

    3. Fry AC, Lohnes CA.  Resposta da Testosterona e Cortisol a exercícios de alta resistência. FiziolCheloveka, 36 (4):102-6, 2010.

    4. Mehta PH, Joseph  RA.  A Testosterona e o Cortisol juntos, controlam a dominância: Evidências para hipótese de hormônio duplo (dual hormone). HormBehav, 2010. Publicação online.

    5. Meeker JD, Rossano MG, ProtasB, Padmanahban V, Diamond MP, Puscheck E, Daly D, Paneth N, Wirth JJ.  Exposição ambiental a metais e hormônios reprodutores masculinos: a testosterona circulating está inversamente associada com o molibdênio no sangue.  Fértil Steril, 93 (1):130-40, 2010.

    6. Flerg, J, Priplatova L. Níveis de Testosterona e Cortisol em estudantes universitários refletem os números reais ao invés dos estimados de respostas erradas em provas escritas.  NeuroEndrocrinolLeft, 31 (4), 2010.

    7. Levay EA, Tammer AH, Penman J, Kent S, Paolini AG.  Restrição calórica em níveis crescentes levam ao aumento de cortisol e diminuição de testosterona em ratos.  NutrRes, 30 (5):366-70, 2010.

    8. Haring R, Volzke H, Steveling A, Krebs A, Felix SB, Scholf C, Dorr M, Nauck M, Wallaschofski H.  Baixos níveis de testosterona estão associados com o incremento no risco de mortalidade em população de homens entre 20-79 anos.  EurHeart J, 31 (12):1494-501. 2010.